Segunda-feira, Abril 23, 2007

  • Olhar da semana:
125 Anos esquecidos mas não apagados
" Uma imagem de talento"

Foi bem há pouco tempo que tivemos conhecimento do aniversário da nossa cidade, o figueira olhar não poderia deixar escapar este acontecimento, foi assim que depois de alguma pesquisa, encontrámos guardado no passado uma figura bastante interessante, um apaixonado pelas artes, dando grande importância na sua vida à fotografia e ao cinema.




Para comemorar os 125 anos, salientámos então Manuel Santos, um figueirense do séc. XIX, mais que um habitante desta cidade foi alguém que fez da Figueira uma cidade nova, deu-nos a conhecer como tudo era antes, deu-nos a conhecer o seu olhar.

Manuel Santos nasceu no dia 5 de Junho de 1893, na residência dos seus pais, na Rua dos Cravos e da sua infância pouco se sabe.

Em 1918, quando o seu pai morreu, partiu para o Brasil deixando o negócio da família a cargo do seu irmão.

Manuel Santos pertencia a uma família de ourives, pelo que na altura tinha uma vida bastante estável em termos económicos e sociais, no entanto a sua família sofreu algumas perseguições políticas por apoiar o Liberalismo.

A sua ourivesaria foi fundada em 1820 na Praça 8 de Maio, a “ Joalharia Santos” que durante um século ficou nas mãos da sua família, passando de geração para geração.

Manuel Santos revelou o seu talento noutras artes, a sua verdadeira paixão era a fotografia e o cinema.

Quando regressa do Brasil, com 36 anos de idade, casa-se com D. Maria Luiza Guimarães que pertencia a uma das melhores famílias da Figueira.

Contudo, mais tarde, divorciaram-se mas o mais problemático foi o facto de Manuel não ter deixado descendentes. Nesta altura vivia numa situação económica menos estável e passou a residir na Rua dos Ferreiros.

Manuel era visto como um homem um pouco reservado e distante, um homem de poucas palavras, no entanto sempre muito reconhecido pela sua boa educação, pelo seu empenho nas lutas pelas causas que defendia.

Foi com o apoio de seus amigos, António Vítor Guerra e António da Silva Biscaia que Manuel Santos se dedicou inteiramente ao que mais apreciava na vida, a fotografia e o cinema.

  • A Fotografia

“ Manuel Santos registou como poucos a beleza da Figueira da Foz. Os seus clichés ilustraram uma época de ouro desta cidade de veraneio. A forma particular como captou o encanto e particularidade dos recantos Figueirenses, tornaram-no promotor por excelência da imagem e propaganda turística da cidade e do concelho.”

Manuel Santos chegou a participar em diversos concursos de fotografia organizados pela Câmara Municipal e foi convidado inúmeras vezes para divulgar e promover a cultura Figueirense.

Não possuía qualquer laboratório para a impressão das suas fotografias, eram todas reveladas na Praça General Freire de Andrade, na Foto Liz. Manuel não cobrava nada pelo seu trabalho apenas a revelação das suas fotografias.

Após participar em diversos concursos, foi o próprio organizador dos mesmos pelo que foi sempre premiado pelo seu bom trabalho.

Para além dos concursos esteve envolvido na organização das festas de S. João, organizou o primeiro salão de estética na Figueira da Foz marcando a propaganda oficial e fotografia de cena e de cinema.

Desta forma, podemos encontrar ainda hoje, no Arquivo Fotográfico do Museu Municipal Santos Rocha, todo o seu trabalho, cerca de 4000 negativos em vidro e película e centenas de provas em papel.

È fácil desvendar toda a história da Figueira nas suas imagens uma vez que eram todas fotografias que retratavam os antigos bailados, festas, touradas, teatro, espectáculos de música, os monumentos, o turismo e a praia, o folclore, pesca, agricultura, indústria e comércio, etc.

Manuel Santos fez uma grande fortuna no Brasil, trabalhando como caixeiro viajante pelo que viveu até ao fim dos seus dias dos rendimentos.

Mais tarde, com o aparecimento de um novo fotógrafo António Cruz, Manuel Santos teve de se sujeitar às consequências das novas tecnologias e a sua produção artística começou a diminuir, uma vez que este novo fotógrafo possuía materiais melhores e como pertencia à aviação começou a produzir fotografias de panorâmicas aéreas.

No entanto, Manuel Santos marcou a nossa história pela sua criatividade, empenho e engenho, sendo o seu trabalho uma grande herança para a nossa cidade.

  • O cinema

“ A Figueira da Foz tem também uma longa tradição, valorização e divulgação do cinema. A primeira projecção de uma película cinematográfica em sala de espectáculo nesta cidade, terá sido quase simultânea ao aparecimento da sétima arte (28 de Dezembro de 1895, Paris). A 15 de Agosto de 1896 foi projectada uma película, através do animatógrafo Rousby, no “ Teatro – Circo Saraiva de Carvalho”. A sala esgotou todas as sessões até ao dia 23 de Agosto. Tornou-se deste modo, a terceira cidade portuguesa, depois de Lisboa e Porto, a gozar desta experiência inebriante.

Como já é de esperar, Manuel Santos foi dos primeiros a ter uma experiência cinematográfica na nossa cidade e registou diversos filmes sobre a nossa Figueira.

Um dos primeiros foi “ Figueira da Foz Rainha das praias Portuguezas”, onde está bem evidenciada a nossa extensa praia desde Buarcos até ao Forte e todo o seu movimento de Verão, salientou também as diversas actividades que se desenvolviam durante a época balnear onde os Figueirenses participavam, de entre os quais o Concurso Hípico, as Touradas, a Ginkana de Automóveis, as regatas de vela e remo, etc.

O filme foi apreciado e admirado por todos e o sucesso da sua produção voltou a ser exibido no “ Parque Cine” nesse mesmo Verão por ser considerado um filme que chamava o interesse não só dos habitantes locais mas de toda a população portuguesa em geral.

As provas náuticas eram o seu tema favorito e em 1930 volta a filmar as provas de remo, natação e vela que se realizaram na cidade.

Em 1931, o filme seria exibido em Espanha e mais tarde Manuel Santos é convidado para realizar novamente um filme na Figueira mas agora apoiando-se num romance ficcional, tendo como cenário a beleza da nossa cidade, ao filme deu-se o nome de “ Dois corações...Um destino”.

Apesar de tudo, o trabalho não chegou a ser concluído mas mais uma vez ficou provado o talento de Manuel.

“ Durante cerca de duas décadas, a imprensa local escasseia as referências ao trabalho de Manuel Santos, porque de facto pouco houve para noticiar dada a quebra na sua produção. A sua condição de amador, não lhe permitiu acompanhar os progressos técnicos que se processaram na indústria cinematográfica.”

  • O Legado

A 16 de Abril de 1975, Manuel Santos vítima de doença acaba por falecer aos 81 anos.

Todos os Figueirenses sentiram a sua morte, reconhecendo o seu nome e a sua imagem, como uma imagem de talento, um homem que deixou o seu nome ligado à propaganda turística da Figueira.

Mais tarde, após três décadas da sua morte, o museu Santos Rocha, organiza uma exposição onde constam todos os seus trabalhos e a sua agenda pessoal.

È desta forma que comemoramos o aniversário da nossa cidade, deixando aos Figueirenses de hoje, a memória de um Figueirense do passado que por muitos pode estar esquecido mas não apagado, e hoje relembramos toda a história da nossa cidade com uma pequena demonstração do seu trabalho fazendo o contraste com o nosso olhar, o olhar da Figueira dos nossos dias.

Todos estamos sujeitos ao passar do tempo, às evoluções, às mudanças, e sem dúvida que o tempo muda, talvez no passado se valorizassem mais as actividades de diversão e entretenimento, deveríamos dar continuidade ao que os velhos figueirenses fizeram pela nossa cidade, não deixar que a beleza da Figueira da Foz se desgaste. Urge inovar, valorizar, promover e divulgar mais, ou muito mais, tanto quanto possível.

  • Olhar Fotográfico:


Arquitectura

Aspecto da esplanada e escadaria.
Ago
sto de 1944.



































Aspecto da esplanada.
Agosto de 1944.


















"Idílio". Recorte da balaustrada da praia.
















































Casa do Paço da Figueira da Foz.








































Casa onde nasceu o general Freire de Andrade.
Praça luís de Camões.


























Local para a construção da Caixa Geral de Depósitos.
























Palácio Sotto Mayor.
1942.

















Vista da Figueira sobre as Abadias.
Ao fundo a Serra da Boa Viagem.
1939.





















Buarcos e suas muralhas.
Março de 1941.





















Estação. Caminhos de Ferro.

















Máquina. Caminhos de Ferro.




















Praia


"Ao fim da tarde".
Setembro de 1939.




















Agosto de 1944.



















Friso de guarda-sóis com nuvens.






















Esculturas na areia, por Costa Júnior Escultor.
Julho de 1940.























Juventude


Jardim Escola João de Deus.
"Pirâmide de meninas"


























Jardim Escola João de Deus.
Grupo Geral.
















Escola Maria Correia.
Grupo de "fadas sentadas".

















Escola Maria Correia.
Grupo de "pirilampos".


















Dia da Criança. Concurso de bebés.
Setembro de 1943.
























Dia da Criança. Gincana infantil.
Agosto de 1945.


























Dia da Criança. Gincana na esplanada.
Agosto de 1944.

























Dia da Criança. Gincana na esplanada.
Agosto de 1944.























Ginástica infantil na praia.



















Espectáculos/Diversão


Casino Peninsular.




















"Pátio das Galinhas". Entrada principal.
Casino Peninsular.





















Sala de Jogo. Casino Peninsular.
















Sala de Jogo, os Bailarinos Angela e Nico. Casino Peninsular. Fotomontagem.

























A Revista "Águas de Bacalhau".
Conversas.
Grupo Cénico Caras Direitas. Buarcos.
















A Revista "Águas de Bacalhau"
Nau Ctrineta.
Grupo Cénico Caras Direitas. Buarcos.
















Grupo Filarmónico Figueirense.


















Desp
orto

Remo.
Rapazes da Mocidade Portuguesa remando um barco de 8.
10 de junho de 1942.


























Regatas.
Público. Cerca de 60 mil pessoas.
Rio Mondego
















Concurso hípico.




















Tiro aos pombos. Atiradores em conjunto e em concurso.
Setembro de 1945.



















Tradições

"Rancho das Cantarinhas".
Buarcos.

























Um par do "Rancho das Flores da Beira-Mar".

























Mascote do "Rancho das Flores da Beira-Mar".
























Cortejo Figueira d´ontem. Presépio.
Alcaides de Vara.
1941.










































Festejos de S. João. Benção do Mar.




















Actividades

Venda do peixe. Praia em frente ao Jardim.

























Pescadores tratando das redes.
Doca.























Chegada de Bacalhau.
Navio Lusitânia.






















Seca do Bacalhau.




















Na descarga do sal.
1940.

























Mulheres Transportando o sal.

















Ceifa do arroz. Quinta do Canal.
Alqueidão.


















Fabricação de corda em Buarcos.
Setembro de 1941.


















Mulher fazendo bolos das Alhadas.


















Adaptação do Livro( "Manuel Santos" a imagem de um talento).
Edição: Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos Câmara Municipal da Figueira da Foz.

Coordenação de Edição: Guida Cândido.


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Sábado, Fevereiro 24, 2007

  • Olhar da Semana:
Ao Prof. Dr. Joaquim de Carvalho, modesta, sincera reverência a muito alta excelência.

Quando nos referimos ao "nosso" professor não falamos de um mero professor mas sim, de um expoente máximo da Cultura Portuguesa não só pelo seu legado (publicando 40 volumes e diversos ensaios), mas também pela pessoa que foi, colocando sempre a Cultura e o ensino em primeiro plano.
Seria impossível dizer tudo acerca de Joaquim de Carvalho num espaço tão limitado. Contudo seleccionámos o que pensamos ser o mais importante.

Nasceu na Figueira da Foz em 10.6.1892 (Dia de Camões) e faleceu em 27.10.1958.

Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra em 1914 e em Letras em 1915. Em 1917 doutorava-se na faculdade de Letras.

Dedicou-se sobretudo ao estudo de temas renascentistas e medievais, com destaque para a cultura portuguesa dos séculos XV e XVI e a estudos, mais tarde ampliados com novas investigações e sínteses históricas, reunidos em 1947 e 1949, em dois valiosos volumes da Acta Universitatis Conimbrigensis.

Foi director da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, professor da Escola Normal Superior de Coimbra e, de 1921 a 1935, administrador da Imprensa da Universidade, sobre a qual fez como que um prolongamento da sua cátedra universitária, promovendo a publicação de edições esgotadas de grandes clássicos da literatura (Scriptores rerum Lusitanarum e Biblioteca dos Escritores Portugueses), iniciando uma biblioteca dos novos ensaístas portugueses e criando a Biblioteca de Filósofos e Moralistas, que tornou possível aos estudiosos nacionais conhecer alguns dos grandes pensadores estrangeiros de todos os tempos.

Foi sócio efectivo da Academia das Ciências de Lisboa, Cavaleiro da Legião de Honra, moderador da “Societas Spinosana “ de Haia e Doutor “Honoris Causa” pelas Universidades de Montpelier, Salamanca e São Paulo.

Tomou parte no Congresso Internacional de Filosofia, em Oxford, e nos congressos espinosanos (Bento Espinosa-Filósofo inspirador de Einstein, nascido em Amesterdão no seio de uma família judaico portuguesa) na Haia em 1917 e 1934. Em Maio de 1946 representou a cultura portuguesa nas festas comemorativas da fundação da Universidade de Montpelier.

Alarga-se no mundo a digressão do Prof. Joaquim de Carvalho como estudioso do ensino e da cultura. Pessoalmente ou através de instrumentos escritos, marca ainda presença na Argentina, Brasil, Espanha, França, Bélgica, Suíça e Itália.

A sua bibliografia é vastíssima, destacando-se os estudos da História da Ciência Portuguesa e a História da Filosofia Portuguesa.

Conhecido pelas suas opiniões adversas à Ditadura e ao Estado Novo, sofreu algumas perseguições que não chegaram, todavia, a despojá-lo da cátedra.

A nossa antiga Escola Secundária nº2 da Figueira da Foz, que primeiramente foi Liceu Nacional, denomina-se agora com toda a destinção“Joaquim de Carvalho”por acção fundamental do Dr. José Pires Lopes de Azevedo. Por ocasião do 1º Centenário do seu nascimento, a Câmara Municipal da Figueira da Foz fez erguer uma estátua, da autoria do escultor figueirense Prof. Gustavo Bastos, na rotunda das Abadias, próxima da Escola.
Foi também dado o seu nome à avenida que atravessa as Abadias, ligando as ruas Joaquim Sotto Maior e Fernandes Coelho.

Adaptação e correcção do livro "Maçonaria na Figueira"


Continuando com a elaboração do trabalho a que nos propusemos para alcançarmos os objectivos enunciados transcrevemos do nº9 "Miscelânea de Estudos a Joaquim de Carvalho" distribuídos e publicados postumamente pela "Publicações Europa-América", textos de homenagem de entidades ilustres contemporâneas do mais alto relevo da nossa Cultura:

















































































  • Olhar Fotográfico:

O desleixo!

Escultura"O desleixo"de João Sotero:














































































Escultura Prof. Gustavo Bastos:




































































































































Sua triste casa:































































































Descanso:























Epitáfio do ilustre João de Barros, maior poeta figueirense.




Colaboração: Gresfoz



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Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007


  • Olhar da semana:

Perdido no tempo!



Como grande objectivo que temos em denunciar a realidade vivida pela nossa geração incluindo os problemas do nosso meio escolar, foi feito um inquérito a um grupo restrito de professores, alunos e funcionários da nossa escola acerca de pequenos pormenores da vida do tão conceituado Dr. Joaquim de Carvalho.
Muitos funcionários e professores, metaforicamente, deram-lhe o nome de “ patrão da nossa escola”, sem contudo darem a conhecer a sua verdadeira importância.
Foi notável o resultado deste inquérito, uma crítica directa ao desinteresse pelo homem cujo nome pertence a esta escola ainda denominada “liceu”.
Liceu este sempre bem reconhecido em todo o país pelo seu desempenho e bons resultados, pelo bom funcionamento e condições extraordinárias do edifício, no entanto será possível ninguém conhecer e divulgar a vida e a obra do professor Joaquim de Carvalho?
Há uma grande falha na divulgação da sua imagem, não existem quaisquer tipo de informações acerca da sua vida, nenhum historial, nenhum colóquio e, segundo algumas fontes, só agora, passado 17 anos desde a última vez em que se falou no Professor, é que serão colocados na biblioteca alguns registos sobre a sua vida. Pode ser que agora alguém se interesse pelo “ patrão da nossa escola”, que o fiquem a conhecer realmente e que este seja reconhecido pelos alunos, professores e funcionários.

1989

"Outro momento alto das comemorações, assim noticiado por Sinal 4: “27 de Outubro de 1989. Dia memorável para a Figueira e sobretudo para a nossa Escola, porque foi assinalado pela presença de sua Excelência o Senhor Presidente da República, Dr. Mário Soares.
Após a inauguração da estátua do nosso patrono, na Rotunda 31 de Janeiro, a comitiva presidencial dirigiu-se à Escola, onde estava patente uma exposição relativa à vida e obra de Joaquim de Carvalho”." ( http://www.esjcff.net/)


Resta apenas descobrir o porquê deste desinteresse.
Quais são afinal as causas deste problema?
Talvez por não se conhecer a sua obra, não há empenho suficiente e ninguém se lembra de pôr nas paredes dos nossos corredores um painel com o seu historial, mas nem um vestígio da vida do Dr. Joaquim de Carvalho por perto!
Talvez pela limitação do nosso programa curricular, devia abranger mais temas e assuntos e como podemos ver mais uma vez, ninguém fala do Dr. Joaquim de Carvalho.
Os professores e os alunos não tomam iniciativa, ninguém mostra interesse, há falta de comunicação nas escolas, em casa...Afinal de contas é apenas um homem do século passado, é apenas um nome!
Isto serve para perceber que não é só o nosso professor Joaquim de Carvalho que ficou esquecido e perdido no tempo, trata-se de não valorizarmos as entidades relevantes da nossa terra. Se fizéssemos um inquérito acerca de uma personagem de telenovela, talvez os resultados fossem bem mais agradáveis e todos saberiam contar a história e a vida pormenorizada de cada um, no entanto qual a relevância dessas pequenas histórias na nossa aprendizagem?Deveríamos investir naquilo que nos desenvolve intelectualmente, naquilo que faz de nós pessoas únicas, devíamos tentar ser sempre diferentes dos outros, deixar uma marca pessoal em tudo o que fazemos, não ser tão vulgar, devíamos ter vontade de mudar o que somos hoje para deixarmos de ser uns iletrados, pessoas desinteressadas e desinteressantes.
A culpa não está só nos jovens mas naqueles que nos educam e que têm como obrigação transmitir uma mensagem, um caminho, uma forma de viver, de ver o mundo, que nos abrem horizontes, que evitam que a nossa geração se torne numa geração ociosa, sem objectivos e sem força de vontade.
O problema é a nossa mentalidade, não valorizamos o que é “ nosso”, valorizamos muito mais o que “vem de fora” do que realmente aquilo que Portugal nos pode oferecer.
Devíamos olhar bem à nossa volta, a ignorância aumenta, somos a geração dos “flirts”, das relações breves, do deixa andar, das facilidades, do quer mostrar e no final... somos todos ninguém, por culpa de todos.

Inquérito e resultados:

Quem foi Dr. Joaquim de Carvalho?

20 não sabem.
12 responderam correctamente.

Porque é que ele foi importante e em que área se destacou?

19 não sabem.
13 responderam correctamente.

Em que século é que ele viveu?

18 não sabem
14 responderam correctamente.

Pensa que a escola faz alguma coisa para divulgar a sua imagem?

1 pessoa pensa que a escola faz o suficiente.
31 pessoas pensam que a escola não faz o suficiente.

Embora o número de inquiridos não tenha sido muito alargado, não é necessário incluir toda a comunidade escolar uma vez que o nosso principal objectivo é saber se a imagem do Dr. joaquim de Carvalho é ou não divulgada, pelo que o NÃO teve maioria absoluta.

“ É Hora!” (Fernando Pessoa)




Colaboração: Professor Fernando Saraiva

Esteja atento ao próximo olhar! Uma referência única ao nosso Professor Joaquim de Carvalho!


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Sexta-feira, Janeiro 12, 2007


  • Olhar da Semana:


Porquê Figueira da Foz?
Ficus carica (Lineu)


“ Figueira és bela, porém
Tens parte no penar de Judas
E no meu também.”

Raul Traveira


Consta que existia junto da confluência da rua da Fonte com a ribeira que percorre o vale das Abadias, uma fonte muito farta de águas que, além de alimentar generosamente uma frondosa Figueira e abundantes doces figos, atraía tripulantes das embarcações que não só demandavam o estuário do Mondego, como as que se faziam ao mar, fazendo aguada (abastecimento de embarcações, com água doce).

Esta, a explicação que nos parece mais plausível entre as diversas versões para esclarecimento da origem do topónimo (nome de uma região) da cidade.
Entre todas as inumeráveis espécies já estudadas do reino vegetal, são os vasos lacticíferos da árvore figueira as células mais longas, que se estendem desde os vértices vegetativos das suas raízes até aos extremos dos ramos, também vértices vegetativos.
Semelhantemente, desagua na Figueira da Foz o rio mais extenso da nossa hidrografia, porventura o único acidente hidrográfico do Planeta, cujo nome se reitera no mar, dando o nome ao Cabo Mondego.


“E agora? Agora eu rio
Rio, rio, rio.
Rio até me consumir.
Da nascente do rio, ao extremo do cabo
Eu não acabo de Rir.”

Raul Traveira


Os rios Mondego e Zêzere são dois irmãos colaços, filhos da “Eterna Fonte Natural” (Pitágoras-Versos de Ouro-símbolo da Ética) da Serra da Estrela, a mais alta cota entre todas as elevações portuguesas.
A fusão dos glaciares nas encostas da Serra, faz do Mondego e Zêzere dois gigantes entre os mais caudalosos rios do Mundo.
Assim: os caudais máximos do Douro e Tejo são 77 e 70 vezes superiores aos caudais mínimos respectivamente, mas o Mondego ultrapassa 3000 vezes mais o menor caudal (da obra “ Ó da Barca” excelente publicação do arquitecto Simões Dias, patrocinada pela Câmara Municipal de Penacova), carreando em épocas de cheias (habitualmente 6 por ano) mais de uma tonelada de areia por segundo, de aí, o lógico, consequente açoreamento do rio e da barra originando sucessivos prolongamentos dos molhes, na tentativa de garantir o calado(altura do navio abaixo da linha de flutuação) suficiente para o trânsito das embarcações.
Por isso, a altura das areias no leito do açude de Coimbra é da ordem de 30 metros. Areias estas que soterraram o Convento de Santa Clara a Velha. Consequências provenientes do descuido, por dezenas de anos, da arborização das encostas.
É natural que se agrave o problema, em consequência dos devastadores incêndios das matas, não só em toda a bacia do Mondego como em toda a devastada região centro do País.


O rio Mondego, segundo o distinto poeta, jornalista Peruano José Miguel Santolaya e Silva é o rio mais inteligente da Península Ibérica porque no curso superior corre em direcção a Espanha e depois de contornar a Serra da Estrela, corre para Portugal, encontrando o Atlântico na Figueira da Foz.




  • Olhar Fotográfico:
Onde o Rio acaba e o Mar começa!



Grupo:










































Mar:






















































Molhe:









































































































































Praia:



















































































































































































  • Web Olhar:

O espaço reservado às suas dúvidas da Língua Portuguesa.

www.tunabruna.com ( o site da nossa tuna figueirense, que percorre o país inteiro cantando a nossa cidade)



Colaboração: Gresfoz







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